Um sistema automático de deteção e alarme de incêndio (SADI) tem uma missão: perceber o fogo cedo e avisar quem está dentro, e, nos casos previstos, também os bombeiros. Para isso junta peças que falam entre si.
- Detetores automáticos: percebem fumo ou calor.
- Botões de alarme: permitem a qualquer pessoa dar o alarme à mão.
- Central: recebe os sinais, mostra onde foi e comanda o resto.
- Sirenes e sinalizadores: avisam as pessoas.
- Fonte de energia de emergência: mantém tudo a funcionar se faltar a eletricidade.
- Comunicador: transmite o alerta aos bombeiros, quando o sistema o exige.
Os três níveis de sistema
O regulamento define três configurações de alarme, que dependem do tipo de espaço e da categoria de risco. Quanto maior o risco, mais completo é o sistema.
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Botões de alarme, detetores e fonte de emergência. Serve estabelecimentos pequenos de risco reduzido, como lojas, escritórios, cafés e restaurantes da 1.ª categoria.
Acrescenta uma central com temporizações e comandos, para dar tempo à equipa de verificar o alarme e acionar equipamentos de segurança.
Cobre todo o edifício, alerta automaticamente os bombeiros e faz soar o alarme também no exterior. É a regra a partir da 2.ª categoria na maioria dos usos.
Convencional ou endereçável?
| Convencional | Endereçável | |
|---|---|---|
| Como identifica o local | Por zona, um grupo de detetores | Cada detetor tem o seu endereço: a central diz qual disparou |
| Adequado a | Espaços pequenos e médios | Edifícios maiores, hotéis e comércio com muitas divisões |
| Manutenção | Testa-se por zona | Diagnóstico detalhado por detetor |
| Ampliação | Mais limitada | Mais fácil de acrescentar equipamentos |
Cada detetor no sítio certo
Existem detetores óticos de fumo, térmicos e multicritério. Numa cozinha ou num espaço com vapor ou poeira, um detetor de fumo comum dispara por engano; aí usa-se um detetor térmico ou outra solução. Escolher o detetor certo para cada local é a melhor forma de evitar falsos alarmes.

Fotografia: Luke W. / Wikimedia Commons / CC0 · Origem

Fotografia: Edward Betts / Wikimedia Commons / domínio público · Origem

Fotografia: Georg Pik / Wikimedia Commons / CC0 · Origem
Manutenção
Um alarme que não se testa pode não funcionar quando é preciso. Os equipamentos têm de ser verificados regularmente por uma entidade registada no SRPCBA, e cada intervenção fica nos registos de segurança do edifício.
Posso ter só detetores sem central?
Depende do tipo de espaço e da categoria de risco. A configuração 1 é a mais simples, mas inclui sempre botões, detetores e fonte de energia de emergência.
O sistema liga automaticamente aos bombeiros?
Só na configuração 3 (alerta automático). Nas outras, o alerta faz-se por pessoas, através do telefone, depois de confirmado o alarme.