Saltar para o conteúdo
EN

Extinção automática em cozinhas: como funciona

Uma fritadeira pode incendiar-se em segundos. Veja como um sistema de hotte deteta o fogo, dispara sozinho e corta o gás, e o que a lei obriga numa cozinha profissional.

Partilhar
WhatsApp Email Facebook LinkedIn

Segurança contra incêndio · Empresa · leitura de 4 min

Nas cozinhas profissionais, o risco maior está nas fritadeiras, nos grelhadores e nas gorduras acumuladas na hotte e na conduta de extração. Um fogo de gordura espalha-se depressa e não se apaga com água. Por isso existem sistemas de extinção automática desenhados para esta situação.

Deslize para ver o esquema completo →

Como funciona a extinção automática numa hotte de cozinhaUm tubo termosensível percorre a hotte. Se o calor o rebentar, o cilindro de agente extintor dispara pelos difusores sobre os equipamentos de cozinha e a conduta, e o gás e a eletricidade são cortados. Há também um botão manual. ar e gorduras para o exteriorHotteFritadeira, grelhador e fogãoCilindroCorte de gáse de eletricidadeBotãomanualO que acontece num incêndio1O calor rebenta o tubo dedeteção2A pressão cai e o cilindrodispara3Os difusores cobremequipamentos e conduta4Gás e eletricidade cortam-sesozinhos5Também se aciona à mão, pelobotão
  1. Corre sob a hotte e rebenta com o calor de um incêndio, sem precisar de eletricidade.

  2. Fica num armário e, quando a pressão do tubo cai, descarrega o agente líquido para os difusores.

  3. Cobrem a fritadeira, o grelhador, o fogão e a conduta de extração, onde as gorduras acumuladas podem arder.

  4. Permite acionar o sistema à mão, de um ponto seguro junto à saída.

  5. Quando o sistema dispara, corta o combustível e a energia aos aparelhos.

  6. Extrai fumos e gorduras. A conduta é uma das zonas de maior risco numa cozinha profissional.

Deteta o fogo e apaga-o sem ninguém intervir. A manta ignífuga e o extintor para gorduras continuam a ser obrigatórios na cozinha (RT-SCIE, art. 163.º, n.º 5).

O que a lei obriga e o que recomenda

MedidaEstado
Extintor para óleos e gorduras (eficácia mínima 25F) e manta ignífugaObrigatório em cozinhas de risco C (art. 163.º n.º 5 do RT-SCIE)
Corte de emergência do combustível e da energiaObrigatório em cozinhas com mais de 20 kW (art. 90.º)
Deteção automática de gásObrigatória em locais de risco C onde funcionem aparelhos a gás (art. 184.º)
Extinção automática na hotteRecomendada: o regulamento não a impõe expressamente, mas seguradoras e projetos costumam exigi-la

Uma cozinha é local de risco C quando os aparelhos de confeção têm potência útil total superior a 20 kW.

Como o sistema decide disparar

O tubo de deteção termosensível corre debaixo da hotte, pressurizado. Quando o calor de um incêndio o rebenta, a pressão cai e a válvula do cilindro abre. O agente extintor sai pelos difusores e cobre os equipamentos e a conduta. Em simultâneo, o gás e a eletricidade são cortados. Não precisa de eletricidade para disparar, por isso funciona mesmo que a energia falhe.

Manutenção

O sistema tem de ser verificado periodicamente por entidade registada, os difusores protegidos contra gordura (com as respetivas capas) e a hotte e a conduta limpas com regularidade. Uma conduta suja é combustível à espera.

Posso usar apenas extintores na cozinha?

É o mínimo legal em cozinhas de risco C, com o extintor adequado a gorduras e a manta ignífuga. Um sistema automático acrescenta proteção onde o fogo começa, mesmo sem ninguém presente.

O sistema serve para qualquer cozinha?

Dimensiona-se à medida: número de equipamentos, comprimento da hotte e da conduta. Por isso é definido numa visita ao local.

Continue a ler

Quer ajuda para o seu espaço?

Escreva-nos por WhatsApp, a qualquer hora. A equipa responde em dias úteis.

WhatsApp